De volta ao básico
Emicida diz que, quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo. Foi exatamente assim que me senti diante do meu trabalho: perdido em um labirinto, onde a única saída era retornar ao princípio.
Precisava reencontrar o prazer de pintar. Voltar ao gesto, à experimentação, à tinta. Me afastar, ainda que por um momento, das exigências dos conceitos, das poéticas prontas e das expectativas que o mercado da arte contemporânea insiste em projetar sobre nós, artistas periféricos — estereótipos que reduzem nossas possibilidades e trabalhos que alimentam o fetiche da elite.